quarta-feira, outubro 25, 2006


Epá! Hoje é a terceira vez que me perguntam se sou estrangeira! Não, não sou estrangeira! Sou bem portuguesa!
Então, para não estranharem a minha pronuncia, aos poucos vou ensinar um bocadinho de como se fala na minha terra para quem me quiser entender, até nem é difícil, aliás, nada se aprende sem prática.
Pois bem, há palavras que são únicas em cada região e que apenas nestas são pronunciadas e entendidas.
Exemplo de:
Carrancudo adj,(Ext.de carrancudo).diz-se do tempo que apresenta carranca, que ameaça chuva. Este tempo está carrancudo, está berrando por chover.
Vavó s.f Avó “mas eu não ouço nada avó”
Trambolhar v.tropeçar; trompicar
Tarelo s.m (ext.de tarelo).juízo.” tem um bocado de tarelo nesta cabeça e porte na língua”
Serrote s.m Apodo dos habitantes de Vila Franca do Campo
Sinó s.m ( do inglês-americano. to snow). Neve, “ quando o sinó dificultava as construções”
Reinar (ext de reinar)brigar; zangar-se.

Por favor não me voltem a perguntar se sou estrangeira.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Por do sol – nascer da lua

“Levou-me à costa do majestoso oceano atlântico.
A lua com as suas crateras, resplandecente, iniciou, a sua ascensão, a partir do mar, projectando um prisma através da luz as águas que escureciam devagar dividindo-se em mil partes distintas cada uma mais bela do que outra.
Exactamente ao mesmo tempo, o sol encontrava-se com o horizonte na direcção oposta, pintando o céu de vermelho, cor-de-laranja e amarelo com se o paraíso acima tivesse subitamente aberto as suas portas e deixado aquela beleza evadir-se dos seus confins divinos. O oceano transforma-se em prata dourado à medida que as cores volúveis se reflectiam nele, uma visão gloriosa. O sol continuou a cair, projectando o seu brilho tão longe quanto a visão podia alcançar, antes de, por fim, lentamente, desaparecer sob as ondas. A lua continuava a sua vagarosa escalada luzindo em mil diferentes tons de amarelo, cada vez mais pálida até se tornar da cor das estrelas. Quando o céu torna-se escuro observamos tudo em silêncio até as estrelas brilharem com toda a sua luz de diamantes pregados num manto negro. Tomou-me nos braços, beijou-me delicadamente ambas as faces e depois, por fim, os lábios. Por fim diz-me: “È isso exactamente que sinto por ti”

sexta-feira, outubro 06, 2006


" O parvo, se calado, por sábio é reputado"

segunda-feira, outubro 02, 2006



A pequena libelina frágil e cansada faz tudo para que não seja, novamente, atacada pelo seu predador, por isso, cansada de lutar...foge. Apesar de não saber para onde ir, ela vai para onde o horizonte acaba, para longe. Subitamente encontra-se sozinha numa terra muito longe da sua, mas nao lhe preocupava, desde que estivesse longe do seu predador, já sentia um pouco de liberdade por isso. Brincava com os seus novos amigos e voava pelo céu sem medo. Um dia decidui voltar a casa e como era impossivel de evitar, a libelina encontrou o seu predador, assustada, ela exitou em fugir mas não o fez, por surpresa dela nem o predador a atacou. Impressionante é dizer que eles tornaram-se amigos. Apesar do medo que a libelina tem do predador, tivesse adormecido, este não morreu. A libelina sabe que o predador é sempre um predador e uma presa é sempre uma presa e que ninguém consegue fugir á sua propria natureza.