quarta-feira, maio 23, 2007

A vida é muito para ser insignificante



Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei para proteger.
Já ri quando não tinha vontade.
Já fiz amigos eternos.

Já amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado.
Já fui amado e não soube amar.

Já gritei e pulei de tanta felicidade.
Já vivi de amor e fiz juras eternas,
mas já me partiram o coração muitas vezes!

Já chorei a ouvir música e a ver fotos.
Já telefonei só para escutar uma voz.
Já me apaixonei por um sorriso.

Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e... tive medo de perder alguém especial
(e acabei perdendo!), mas sobrevivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida...
e tu também não deverias passar.
Vive!!!

O bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a VIDA é muito
para ser insignificante."


Charles Chaplin

terça-feira, maio 08, 2007

Menina da Viola

"As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudade
Só as lembranças que doem
ou fazem sorrirem

Há gente que fica na história
Da historia de agente
E outras de quem o nome
Lembramos ouvir
São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive e jamais irei esquecerer
Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto

Gelado e cansado,
As ruas que a cidade tinha

já eu percorrera
Ah! Meu choro de moça perdida

Gritava à cidade
E o fogo do amor sob a chuva

Às tantas morrera

E chuva ouviu e calou, meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro trazendo a saudade"


"A chuva" de:Mariza
PS:A musica está um pouco alterada.




Menina da viola esta musica é para ti,
Este sentimento é para ti, este amor é para ti.
Meu antro fulcral, meu abraço, meu riso. Meu choro, meu tudo.
Meu espectro brilhante, meu antídoto, meu vicio, minha voz.
Meu sentimento, minha dedicação, minha rigorosidade, minha disciplina,

Minha mão, minha força, minha audácia, meu bom.
Enquanto longe, estarás comigo, estarei contigo.

domingo, maio 06, 2007

Menina de Bandolim

Hoje contabiliza 360 dias depois do pedido que te fiz, “menina do bandolim”, a descer de uma calçada do Porto a caminho da Praça dos Leões,”aceitaste-o.
Hoje lembro com muito emoção, como se ainda fosse neste preciso momento, uma capa desajeitada que teimava em “destraçar-se” embaraçando o caminhar rápido e ruidoso de um sapato alto, pela rua abaixo enquanto te dirigia a palavra e dizia:” sê minha madrinha”.
A Praça apaixonante, tranquila, foi o palco da minha vinda para a nova vida que tinha escolhido, foi também o palco do circulo de capas negras que se formaram em nosso redor cobrindo-nos de privacidade, para que tu” menina do bandolim”ajeitasses a minha capa e me olhando nos olhos, fizeste sair da tua boca palavras inesquecíveis, fazendo surgir lágrimas no meu olhar
Guardo esta noite com emoção, ah… se a guardo!
Um ano passou, e “a menina da guitarra portuguesa” a nós amou e acarinhou…
Agora estou eu aqui amando cada traço do vosso sorriso “madrinha” e “mãezinha”.
Este sonho não morreu, apenas adormeceu, mas está comigo, estará sempre.

quarta-feira, maio 02, 2007

Baunilha e Chocolate

A noite já se tornara madrugada, por muito que se matasse a sede num copo durante a noite, continuávamos a ter sede, sede de conversar, de rir, de roubar um toque de lábios sedentos. Aproximaste-te, eu aproximei-me, em cada silêncio que fazíamos;
Roubamos os lábios um ao outro…. Os nossos lábios.
- “Não te apaixones.”
-“ Não! não me apaixono.”
Os silêncios que fazíamos, enquanto desejamos a pele um do outro em pontas de dedos hesitantes, eram melodizados pela música castelhana que tinhas escolhido, argumentando um novo mundo musical, fazendo prolongar, mais ainda, a nossa conversa. E rir, fizemo-nos rir.
Cansamos as palavras…os nossos lábios.
Desejávamos um ao outro. Dançamos, num passo desajeitadamente travesso.
Apenas as nossas peles eram secretamente envolvidas pela luz madrugadora, que entrava timidamente pela janela.
As nossas sombras moldaram-se na parede, eram iguais, nem a parede sabia as nossas cores, eram os nossos olhos da mesma cor.
Os dois sabores fundiram-se, baunilha e chocolate, tornaram-se num misto e indescritível sabor…os nossos lábios.
O teu frio queria o meu calor, o meu calor queria o teu frio, encaixamos os nossos corpos e amamo-nos. A baunilha da minha pele desejava o toque teu chocolate. Os nossos lábios, apenas os nossos lábios. Os nossos braços, o nossos lábios.
a manhã tornou-se tarde, hora de nos separarmos,
- eu vou!
- não, fica por favor!
-não te apaixones!
- não, não quero!
Mas levo comigo os teus lábios...os nossos lábios