quarta-feira, janeiro 31, 2007

O novo Amor da minha vida chama-se Francisco, tem 3640 gr e 50 cm, moreno, e cabelo escuro, um galã de primeira, nasceu no dia 24 de janeiro pelas 2.10 horas ("Hora Açoriana").Sou uma tia babada.
Bem vindo Francisco, vive bem e sabe viver e como diz uma amiga minha, dá um bom dia á vida.
Bem vindo meu Querido.

terça-feira, janeiro 23, 2007

A Menina de Cabelos Castanhos.

O mar sabia a saudade que a menina lhe tinha, todos os dias olhava intrigada para as ondas, deixando morrer o seu olhar no misteriosos rochedo que habita silenciosamente calmo no mar, com as raízes petrificadas, rompendo a monotonia do horizonte, de mãos dadas com o mistério e a magia.
Os cabelos castanhos da menina escondiam o olhar saudoso e o fervoroso desejo de sentir na pele as bolhas salgadas do azul quente.
Caminha, sozinha, em terra desbravada, descalça e de mãos calejadas, com olhar recto ao mar, vai agora, destemida e acelerada.
Banha os pés, distinguindo o calor do coração e os pés nus de frescura. Respira bem fundo até os pulmões se saturarem de tanto sal. Lança-lhe um olhar minucioso, como que lhe estivesse a cumprimentar, ou até, pedir-lhe autorização para entrar nas suas espumas.
Mergulhou nas suas águas, deixou que as ondas a levassem, sentiu toda a energia de uma natureza absorvente, despertando os seus sentidos e sensações. Amando todas as ondulações no seu corpo, deixando-se beijar por beijos salgados suaves e cuidadosos, entregando-se á comunhão entre os dois.
De longe olhou o sol a despedir-se dela, deixou-se abraçar calorosamente. Todo o seu corpo era frescura, todo o seu espírito era paz e o seu cabelo castanho flutuava nas ondas cansadas que desmaiavam na praia.
Mais nada rodeava a comunhão dos beijos entre os dois. O seu corpo mergulhava mais fundo nas águas buscando o prazer sentido num beijo fresco na sua pele.
A noite começou a nascer, lembrando que tinham de se separar, a menina de cabelos castanhos encontrou areia firme, caminhou para a praia, saiu do atlântico, levando com ela as gotas salgadas nos poros, não as secou, deixou que o vento as levasse.
Lançou-lhe um olhar de despedida, mas alegre, despediram-se, viraram costas e a menina caminhou descalça de pés frescos na terra desbravada, com mãos calejadas, brandas e puras olhando em todas as direcções, sentindo ainda o corpo e os seus cabelos a flutuar nas ondas, vai agora de lábio rasgado e os cabelos castanhos suportados nos ombros, vais agora leve a voar no beijo que lhe transporta, vai agora lavada de cansaço.

quinta-feira, janeiro 18, 2007




Chama Acesa

A madrugada vai longa, o sono não me assusta nem me pesa o olhar, deixo-me ficar sentada, sustentada pela luz de uma vela, um cigarro que insiste em fumegar e uma musica da rádio que, de vez em quando, faz sentido no ouvido distraído.
O pensamento rebola como uma bola de neve, crescendo a cada olhar lançado na chama trémula à minha frente.
Por momento perece que sinto paz, sim, finalmente por momentos repartidos de cada pensamento e olhar.
Mais um cigarro, a caneta insiste em páginas brancas, mais uma página escrevi na calma madrugada de nevoeiro, mas não me lembro o quê.
Fim-de-semana, relembro os últimos dias de alegrias, saudades mortas e outras reacessas, caras e corações conhecidos, amizades vividas, olhando uma a uma, alimentando-me da sua força. Como estarão? Como se sentirão? Como me sinto?
A caneta flúi procurando preocupadamente a linha do meu pensamento e ele continua perdido numa página branca. Procuro-me em alguém, tropeçando em mim mesma escapo na cera derretida da vela companheira.
Viajo no nevoeiro lá fora que abraça e gela as luzes do horizonte…escondi-me! Não me encontro.
A lágrima, não tem sentido, mas não importa, deixo que role na pele.
Por momentos penso em ti, só em ti, penso no quanto de adoro, como te quero conquistar e estupidamente afasto-te de mim e repelo-me do toque do teu olhar.
Ah! Como te adoro, Oh! Como te quero bem.
Como me tornei temida de mim mesma, temo o temor, como que me espiasse cada passo que dou numa calçada desnivelada à espera que tropece em mim mesma.
O passado mais longínquo já o perdoei, preciso que o passado presente me perdoe.
Constante luta esta, contra mim mesma e ao medo.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Os ponteiros monótonos do relógio indicavam a hora para partir, vou triste, despeço-me de todos com um beijo,

como se fosse um “até logo”, evitando lágrimas, por segundos estagnados, tornou-se insustentável o sentimento de

falta e vazio, cansada destes momentos, cansada de ter de te deixar mais uma vez.

Ultima chamada para o Porto, minutos depois, uma chamada para a mãe a dizer que já subia as escadas do avião.

Ocupei o meu lugar, e através de uma janelinha irritante, que me separava de todo aquele ar fresco. Já no alto das

nuvens, olhei cuidadosamente até onde o meu olhar atingia, procurando reconhecer todas a ruas, localidades e

falésias aproveitando até ao último instante aquela beleza. O bom tempo que se sentia propôs que eu conseguisse

ver quase toda a parte sul da Ilha, enquanto isso, jurava a mim mesma que tudo isso um dia valerá a pena.

O avião aproximou-se da minha vila e lá de cima avistei o nosso lar. Sentir que a única coisa que me unia

fisicamente, a quem pertenço, era a distância do meu olhar facilmente fez-me crescer as lágrimas, sem ter vontade

de as suster, a visão desapareceu logo depois de mergulhar nas nuvens e ai, só a visão monótona de nuvens e mar

me acompanhou nesta viagem.

Quando aterrei o coração saltava-me eufórico de emoção, afinal, também sabe bem voltar abraçar as amigas.