segunda-feira, outubro 20, 2008

Hoje VI




O meu corpo já se acorrentou à alma

E na estática palidez dos meus olhos

Desaparece o brilho, e vou morrendo lentamente

Cada vez que o fio do nosso laço envelhece

E o meu coração apodrece

Na ausência do brilho dos teus olhos


segunda-feira, outubro 13, 2008

quarta-feira, outubro 08, 2008

The S word



A palavra cansa os sulcos vergados do coração

E as farpas de madeira partida rasgam pedacinho de pele calejados

A palavra que paralisa a respiração e gela o corpo

Não tem cor, mas cheiro de memória

Não tem textura, mas sabe-se a grandeza


Saudade!


quinta-feira, outubro 02, 2008


A alma fechasse no vale das lágrimas áridas e na dor das impressões dos lamentos.
O mármore branco seria, a tua face a chamar-me para um beijo.
Quem sabe? Quem mais sabe de mim? E porque recordo?
Se recordar dói… e eu que nem te quero esquecer.
Em todos os cantos da ilha está a tua voz.
Em todos os ventos frescos está a tua frescura,
em todo o por de sol está o teu abraço, trazendo os lábios quentes,
os olhos brilhantes, e o teu sorriso sábio.
Os lábios húmidos, de álcool, esquecido no canto da sala escura,
observam o que não vêem,
seca e invisível debaixo da planta que me suga o sangue da vida,
escondendo de mim a própria vida.
Foto by: Nelson Ribeiro