segunda-feira, junho 30, 2008
quarta-feira, junho 25, 2008

Dói o corpo de cansaço a mente vazia, de coração dividido entre aurícula de tristeza e ventrículo de alegria.
Saudades de ti e de mim, a pintura mental desbota em cada lágrima suicida atirada do rosto ao chão frio e esterilizado.
Cansada de ter de começar de novo, cansada.
Lembrar de mim, quebrar feitiços, escalar a montanha e abrir a caixa de Pandora.
Não me ouves, nem me lês, não me importo, um dia mais tarde, talvez meu amor.
Querer, quero-te perto e longe, afastado e aconchegado, que me ouças e que me fales, que olhes e por fim me beijes.
Este mar de sargaços lavam-me as lágrimas e levem-nas até ti.
Eu não suporto calor que não seja o teu, eu sonho ser tua a mão que me toca, eu desejo que o abraço que recebo seja o teu.
Saudades de ti e de mim, a pintura mental desbota em cada lágrima suicida atirada do rosto ao chão frio e esterilizado.
Cansada de ter de começar de novo, cansada.
Lembrar de mim, quebrar feitiços, escalar a montanha e abrir a caixa de Pandora.
Não me ouves, nem me lês, não me importo, um dia mais tarde, talvez meu amor.
Querer, quero-te perto e longe, afastado e aconchegado, que me ouças e que me fales, que olhes e por fim me beijes.
Este mar de sargaços lavam-me as lágrimas e levem-nas até ti.
Eu não suporto calor que não seja o teu, eu sonho ser tua a mão que me toca, eu desejo que o abraço que recebo seja o teu.
Meu anjo perdido não te encontro.
quarta-feira, junho 18, 2008
sábado, junho 14, 2008
Crónica de uma peixeira
Dos teus lindos olhos, pregão de uma rouca voz de tanto gritar ao mar e à montanha a tempestade que se avizinha.
Esconderam-se os homens na taberna para afogar a frustação de não ir ao mar.Arrumaram-se as mulheres em casa com os filhos com medo do homem que voltasse da tasca maldita.
Não há chuva nem trovoada que a assuste mais do que o som da porta a abrir e da bota pesada e descanbada que entra embriagada pelo soalho da casa adentro.Dos filhos ele ganha medo em lugar de respeito."hoje não há peixe!"
De manhã, com a tempestade já calma e o sol a raiar e as flores já a dançar, ela sai bem cedo a arranjar comida para o dia, ele ressacado fica na cama até tarde.
As vizinhas saem de manhã à rua , não se olham, bem sabem elas que partinham as mesmas dores de corpo, escondem umas das outras a nódoas por baixo do xaile.Fazem- se despercebidas e esquecidas das vidas tão iguais,escondendo o olhar de vergonha.
De volta a casa, aquecem o leite, levem-lo junto á cama dos filhos mudam o rosto e a eles mostram o sorriso do olhar.
Esconderam-se os homens na taberna para afogar a frustação de não ir ao mar.Arrumaram-se as mulheres em casa com os filhos com medo do homem que voltasse da tasca maldita.
Não há chuva nem trovoada que a assuste mais do que o som da porta a abrir e da bota pesada e descanbada que entra embriagada pelo soalho da casa adentro.Dos filhos ele ganha medo em lugar de respeito."hoje não há peixe!"
De manhã, com a tempestade já calma e o sol a raiar e as flores já a dançar, ela sai bem cedo a arranjar comida para o dia, ele ressacado fica na cama até tarde.
As vizinhas saem de manhã à rua , não se olham, bem sabem elas que partinham as mesmas dores de corpo, escondem umas das outras a nódoas por baixo do xaile.Fazem- se despercebidas e esquecidas das vidas tão iguais,escondendo o olhar de vergonha.
De volta a casa, aquecem o leite, levem-lo junto á cama dos filhos mudam o rosto e a eles mostram o sorriso do olhar.
terça-feira, junho 10, 2008
O amor é...
...ao fim de mais de 35 anos de casamento,dizer com sorriso tornurento:
"Oh Maria, de todas aquelas que lá estavam da tua idade, tu eras a mais riquinha"
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