sexta-feira, março 28, 2008
quarta-feira, março 26, 2008

terça-feira, março 25, 2008
domingo, março 23, 2008
"...Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua,
e minha alma inflamou-se de amor pelo sol,
e não desejei mais minhas máscaras.
E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas
máscaras!”
Assim me tornei louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a
segurança de não ser compreendido,
pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós."
"O Louco" de Khalil Gigran
foto by my brother
sábado, março 22, 2008
Quem és tu / eu?
Quem és tu?
Vulto escondido nas escuras sombras dos rochedos salgados.
Será que és a desfolhada dos sonhos de milho,
trazendo contigo as canções de embalar?
Arquitecto das incertezas e fraquezas adulteradas
sabotador da seiva rica da árvore mãe.
A inquietude que a paz me levou, ou não,
adormeçara na minha cabeceira, quando acordará ela?
Em que dia saberei se o que me enraíza é amor ou outro tipo de comodismo qualquer?
Que na inesperada altura o vulcão dos sentidos explode,
as mágoas,
liberta os magmas de lágrimas encrostadas,
adormecendo os risos de lava aos pés do meu leito.
Corre, sã, de espírito descoberto,
mergulha o coração na poeira do oceano e chama-me pelo nome,
apenas quero que me chames.
Liberta as velas ao vento, impotência de grandezas,
viscerais descobertas
Não perguntes se é maldição ou tentação,
afinal que diferença faz.
Quem és tu vulto escondido nas negras ondas
que explodem na falésia fatigada.
Quem és tu que deixas me vulnerável,
fazendo viajar à criança que ainda alimento,
presenteando teu passo indeciso e tonto,
o teu hálito e voz alcoolizada.
Faço companhia, mas se a queres fá-lo em silêncio,
não me dirijas a tuas palavras alcoolizadas, porque elas,
mesmo inocentes e engraçadas,
ferem-me
o cheiro que sai delas,
é o cheiro que faz voltar e revoltar
o que tento enterrar na mais profunda lagoa.
foto by: guigui
quarta-feira, março 19, 2008

Não é o coração
Não é o coração
mas esta carne
em seu rumor.
mas teu silêncio
de intenso furor.
mas as mãos
sem corpo, vazias.
de um instante
tu e eu
em desequilíbrio
na infame
consistência
de um absoluto
obstáculo.
Nocturnos
Canções com palavras
Gótica
2002
terça-feira, março 18, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
domingo, março 16, 2008
sábado, março 15, 2008
quinta-feira, março 13, 2008

quarta-feira, março 12, 2008

E ajudas-me a esquecer que amanhã as nossas peles já não se tocam?
Esquece que amanhã já não estaremos deitados sobre a mesma cama.
Olha-me apenas nos olhos e sorri,
Envolve-me com o teu corpo e oferece-me o teu cheiro,
“ E se…?”
- “Levava-te comigo, para lugar nenhum,
Quero o agora.
segunda-feira, março 10, 2008
Auto-estrada, 100Km: Não devia aqui estar,
Auto-estrada, 120km:Aumento o volume do rádio,
O carro fez de piloto automático, afogada na vontade da auto estrada crescer para alem da costa sobre o oceano. Cheguei a casa sem me lembrar do caminho percorrido, olhos cansados, não tenho fome…
Falei contigo ao telefone, sempre que falamos é como voltasse a ser, a nascer a sorrir, mas volto a morrer mais um pouco quando chega à hora de desligar, quando volta o silêncio, quando a tua voz deixa de me aquecer no frio da solidão.
Hoje é o teu dia, eu não devia estar aqui!
No dia do teu aniversário.
Parti, novamente, e a dúvida fica em suspensão; quando será a próxima vez?
Deixei-te no armazém das partidas, adorando todos os traços do teu sorriso,
O avião começa a descolagem e a muda voz em mim gritou de pânico tosco,
Sinto que vou soterrar no campo minada da guerra que sei que tenho de lutar,
A teimosia da lágrima cai sobre o papel escuro quente da minha mão,
Olho a janela e lá em baixo vejo terra, a tua…
Deixa-me “levar-te” comigo e nas manhãs de aguaceiros e frio,
Ansiei a aterragem, para te poder ligar, para te ouvir.
O coração aquece e enche, mas a boca cala-me,
Agora, voltar ao dia a dia de todos os dias que virão,
Forte, sinto-me forte, um pouco mais.
Encontrei longe de onde eu vim um encanto que nem sei descobrir,
Desculpa é difícil de transpor, e agradecer…falta-me as palavras.
Amo…
sexta-feira, março 07, 2008
quarta-feira, março 05, 2008
Dumbo's Leaving on a Jet Plane
Não sei se amanhã terei mais palavras em que pensar para poder agradecer,pode ser que amanhã ou outro dia qualquer, vos possa agradecer.
Não vou triste, não vou como da ultima vez, eu vou ficando e vou indo ao som da maré,ás ondas do nosso amor, eu vou indo.
Obrigada!Desculpem, não consigo encontrar outra palavra melhor. Obrigada!
Escusado será dizer que espero anciosamente e de braços abertos todas voçês.
Naõa há palavras, apenas música, porque só através desta, sei exprimir, chorar, rir e libertar-me.
Amo-te!

