“Aqueles que me têm muito amor,
não sabem o que sinto e o que sou.
Não sabem que passou, um dia,
a dor à minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
este frio que anda em mim, e que gelou,
o que de bom me deu nosso senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!
Sinto os passos de dor, essa cadência, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio.
A mesma angústia funda sem remédio.
Andando atrás de mim, sem me largar.”
Florbela Espanca
terça-feira, dezembro 05, 2006
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2 comentários:
Olha, só te posso dizer que acertaste na "mouche" em relação aos dias que tenho tido...
ARION
São linhas trazidas pelo vento, que despertam sentimentos semelhantes,mas o vento tanto traz com leva. melhores dias virão :)
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