
Percorro-te na ansia de beber a tua beleza
de fazer os teu contornos
terra nascida do mar,
sonhei-te para te dar forma,
vivi-te os infinitos detalhes,
amando-te, amei a mim mesma,
revi-me nas tuas águas,
encontrei-me nas tuas noites,má caminhante,
ávida de aventura e sedenta de paz,
banhei-me na calmaria que me ofereces,
perdida no espaço e no tempo,
lançado pela minha nave espiritual cai no teu mais alto monte,
contudo não me consegues prender,
o meu espirito vagueia no infinito,
apenas o corpo está presente,
que paradoxo este!
Que contradição que me persegue,
este querer ficar e querer partir,
a ti entrego-me sem te deixar pessuir-me,
nunca te dizendo adeus.
Margarida Gomes Fernandes
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