segunda-feira, outubro 22, 2007


Percorro-te na ansia de beber a tua beleza

de fazer os teu contornos

terra nascida do mar,

sonhei-te para te dar forma,

vivi-te os infinitos detalhes,

amando-te, amei a mim mesma,

revi-me nas tuas águas,

encontrei-me nas tuas noites,má caminhante,

ávida de aventura e sedenta de paz,

banhei-me na calmaria que me ofereces,

perdida no espaço e no tempo,

lançado pela minha nave espiritual cai no teu mais alto monte,

contudo não me consegues prender,

o meu espirito vagueia no infinito,

apenas o corpo está presente,

que paradoxo este!

Que contradição que me persegue,

este querer ficar e querer partir,

a ti entrego-me sem te deixar pessuir-me,

nunca te dizendo adeus.




Margarida Gomes Fernandes

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