Por detrás do teu cabelo o sol era dourado, olhei para o rochedo á nossa frente e reparei na espuma salgada que caida como pó mágico nos teus sedosos cabelos.
Aquando das tuas perguntas reparei que a inocência dos meus olhos haviam morrido, já deixara de ver o mundo como tu estavs agora a conhece-lo....mas lembro-me como o via, sim lembro-me de como sabia bem ser Outono, saber cheiras a terra, as flores lá do jardim e os ananáses da estufa, lembro-me dos dias de chuva, lembro-me de ouvir as crianças e os passaros no meio da manhã a brincar na escola lá em frente, lembro de procurar ninhos, de perseguir o gato julgando que me fazia uma visita guiada às vinhas dos vizinhos.
Sim, lembro-me de ser primavera e olhar andorinhas . Em meio verão ver os morcegos dançarem perto do telhado de casa, construir papagaios, assustar galinhas, andar descalça na terra quente do sol.
Sim lembro-me de estar sem electricidade em noites de tempestade e brincar ás escondidas, jogar cartas á luz de vela...
Sim... lembro-me, mas esta inocência que tens , já eu não tenho, libertei-as nas lágrimas que deixei cair.
ver-te, vej0-me.
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2 comentários:
uma saudade misturada com nostalgia
um toque de tristeza
um sabor amargo deixado pelo tempo
e a inocência volta a ganhar-se... quando cai a lágrima, livre
quando se olha nos olhos, fixo
quando nos revemos no outro, transparente
Recordando, quase como voltar a ser.
Gosto cada vez mais das tuas palavras :)
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