quarta-feira, novembro 05, 2008

hoje VII



De ventre vazio e peito escondido, desafiava as espigas do cabelo a dançarem ao vento que varria a planície e na sombra da colossal árvore erguiam as quatro paredes de pedra incumbidas nas raízes incorporadas.
Deitou-se no chão quente, enrolou os joelhos ao peito cansado,com o ouvido desfalecido no sobrado estragado, ouvia a gota chorada pela folha do pinheiro,afagar a telha coberta de musgo.
Escolheu a companhia da árvore e da ruína perfeita da casa já vencida pelo tempo salgado.

Sem comentários: