segunda-feira, setembro 18, 2006

Sentimento que, indolor, torna-se ferida no meu peito sem deixar cicatriz visível.
A incapacidade de fazer sair as palavras soltas da minha boca, unindo-as em palavras que solenemente fariam a diferença.
A frofundidade das paredes e das salas em que me recordo, tornam-se frias à minha pele.
A parede que está á minha direita, impede-me de te falar e olhar, com medo de a minha voz ecoar no inquietante corredor, sem te atingir, fazendo crescer em ti a consciência de um comportamento insano de maturidade.
Encontrar-te hoje, tornou ingénua a minha tristeza que em tempos tentei evitar, mas agora, nada me vale.
O chão foge-me dos pés, a fragilidade torna-me suscéptivel ás minhas lágrimas. O incontrolável desejo de ouvir palavras sábias da tua boca, sufoca-me e perco-me então.
Cerram-me os lábios, morrem-me os sentidos, torno-me invisível, esforço-me para rodear-me do verde fresco da tua alma.
Mas mais uma vez incuta-mo-nos a nós mesmos.

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