Se te perguntarem por mim, não respondas, baixa o olhar e muda de direcção, porque eu sou a túnica escura do silêncio, por que não sou nada e muito não tenho par dar. O sol está a brilhar, não o censuro por isso, mas hoje quero fugir da sua luz quente, trancar as minhas cordas (vocais) no vento e deixa-las ir sem querer saber para onde vão.
As lágrimas aliviam-me, e o pensamento pesa-me. Hoje não sou ninguém, hoje não sabes quem eu sou. Chega junto de mim, não me faças perguntas, abraça-me dá-me um beijo, e deixa-me chorar no teu ombro.
Amanhã vou oferecer-te sorrisos, mesmo que a nuvem tape o sol.
terça-feira, novembro 21, 2006
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